Por entre os fios, um circuito alternativo, filtra os domingos, com a ajuda do sol.
É assim, que, desvinculadamente, em cima da bancada, sobrevive uma torradeira.
- Ao sol, é verdade.
Por entre os fios, um circuito alternativo, filtra os domingos, com a ajuda do sol.
É assim, que, desvinculadamente, em cima da bancada, sobrevive uma torradeira.
- Ao sol, é verdade.
Há dias em que uma torradeira esturrica tudo.
E por via disso, enegrece a cozinha e aborrece a vizinha.
Soltaram-se uns fios. Ficou silenciosa e cheia de migalhas.
Nem o sol da manhã, reflectido no frigorifio, a fez esquecer.
Mas esquecer o quê, se ela era uma torradeira sem memória, nem qualquer outro circuito alternativo?
Artigo 1.º (Direitos das torradeiras)
]…disto_pica_mente a pensar na fdp da vida e a comer uma torrada…[
]…a esticar uns refegos, vincados pelo tempo e a beber um café …[
]…a dizer: “fuck you dear life” …[
Todas as torradeiras (ou quase todas) tem, de vez em quando, crises. Ou porque aquecem demais, ou porque alguém as deixa atulhadas de migalhas ou simplesmente porque se querem armar em gente. Nesses casos as crises são existenciais.
Acabam todas da mesma maneira:
Isto para não falar dos dias em que o peso bruto ou abrutalhado se indispõe com a largura ou comprimento agigantado, ou qualquer outra irrelevância.
Claridade para ver com clareza é pedir muito. Apenas ver as mãos. Onde elas vão. E os pés. Onde eles estão. Pode ser?
Por via da técnica, não conheço melhor definição de VIDA.
(… é verdade que há a fdp, mas esta sempre é musicada)
Não é uma mera criação…. (não, não me parece um bom começo)
Com despudor se fala da memória… (porra, este também não)
O “outsider” tem uma vontade enorme de… (desisto, não me sai nada)
Só uma última tentativa:
- Acredita, porra!
- Estou aqui a escrever sobre distopia.
- Sim, eu também te gosto!
Diálogo alternativo:
- Nothing really ends!
- It doesn’t really matter at all!