Soltaram-se uns fios. Ficou silenciosa e cheia de migalhas.
Nem o sol da manhã, reflectido no frigorifio, a fez esquecer.
Mas esquecer o quê, se ela era uma torradeira sem memória, nem qualquer outro circuito alternativo?
Soltaram-se uns fios. Ficou silenciosa e cheia de migalhas.
Nem o sol da manhã, reflectido no frigorifio, a fez esquecer.
Mas esquecer o quê, se ela era uma torradeira sem memória, nem qualquer outro circuito alternativo?
- Sei que confio tanto em mim que, por contágio, já devias ter umas quantas borbulhas bem nascidas.
- E tenho, ó torradeirazinha!
Há dias em que as torradeiras ficam assim a girar, a girar e até pensam que, a girar assim, podem muito bem dizer que são um gira-discos.
Presunçosas e vaidosas, continuam a dizer que giram. E giram!
A vida pode ser a merda que quisermos… se calhar!
Aquilo de que temos medo é aquilo que mais desejamos… sim!
As coisas mais valiosas só nós é que as sabemos… pois!
E porque não…!? Talvez.
Não sei se é das vacas, da pressão atmosférica ou de outra porra qualquer, hoje acordei debaixo de um vão de escada, no meio da noite. Foi um acordar riscado pelas luzes dos poucos carros que circulavam.
Nem sequer estremeci, acordei apenas. Liguei-me à vida e saí dali.
… alguém me disse que isto pod(ia) acontecer!
Só me ocorre dizer:
… alguém anda a gozar com a minha cara… só pode!
Porque hoje o sol, através de uns caracóis loiros, me fez sorrir…
Ora bem… se acreditar é fraqueza de imbecil, talvez os idiotas tenham alguma hipótese de pegar nas possibilidades, nas oportunidades e nas necessidades e, esperar que a porra das probabilidades se junte à festa.
Se todas estas “dades” se entenderem… vão escorraçar as saudades e fazer surgir as verdades.
Até lá… é mesmo só aguentar!
(… que lindo pedaço de prosa este, sim sr!)
Estava eu deitada numa linha abandonada e acordei com um comboio a passar-me por cima.
Lembrei-me:
“For most of my life, I’ve been a fool
And you know what a fool can do”
Então porque raio me admirava de estar ali?
Long time ago… no meio de vacas… havia humidade e escorregar no corpo… verde nos olhos, laranja na alma… mãos a agarrar o nada e o tudo e coisa nenhuma… e muitas merdas depois… pois! But tomorrow… pois!