Há dias atados. Atados com uns bons bocados.
Há bons bocados atados em dias.
Há dias. Há bocados. Atados.
Há dias atados. Atados com uns bons bocados.
Há bons bocados atados em dias.
Há dias. Há bocados. Atados.
Naquele dia quente, pegou nela.
(…)
Não lhe soube nem a torrada nem a manteiga.
(….)
Deixou-se ficar, com uma coisa em suspenso, dentro de si.
(…)
São coisas de todos os dias, as maçãs.
Gosto delas.
As torradeiras são uns objectos estranhos. Vivem em cima de bancas perto de frigorificos, que nunca lhes dirigem a palavra. Trabalham pela manhã e as mais das vezes à noite. Falam a um ritmo constante, sem que ninguem as procure entender.
Calam-se, sem que ninguém repare.
- Posso fazer tudo o que uma torradeira pode, menos ligar-te!