Tendo escolhido viver dentro de um molde, era-lhe difícil não comparar o frio das paredes com o frio das mãos que lhe tocavam.
Mas, que interesse tinha isso? Eram apenas gradações do frio, daquele frio onde se havia congelado, a si e à sua vida.
Conformar-se era demasiado, mesmo para quem, assim arrefecido, dizia não sentir.
- Ouve lá ó frigorifico, o que estás tu aí a dizer baixinho…!?
