O meu entendimento de torradeira… está cheio de compreensão. Que porra! Ainda se por lá houvesse um pouco de raiva… podíamos sempre esperar um curto-circuito, umas faíscas, uns estalidos e com sorte, um fantástico cheiro a queimado. Agora a porra da compreensão, para que serve ela?
Posted in sei lá... with tags madrugada on Dezembro 11, 2008 by R U still in 2 it
Quando em repouso, os circuitos activos, cheios de migalhas (suspeita-se que de broa de avintes… mas isso não interessa mesmo nada agora…) se lançam numa corrida, estranhamente veloz e, de sinapse em sinapse, saltam um pequenos nadas cheios de coisa nenhuma (talvez um efeito colateral da broa… mas adiante)… está tudo estragado!
Nada se lhe pode fazer. Talvez mergulhá-la em água fria e arcar com as consequências que se conhecem. Mas mesmo isso, por via das parcerias que ela fez com os elementos, também não resultaria.
É por isso que há noites, quase madrugada, que o sistema limbíco das torradeiras apresenta sinais estranhamente humanos.
Ter uma coisa chamada coisasdeumatorradeira não interessa nada. Nada, nem a ninguém. A não ser à torradeira que por via de ser torradeira (ainda teve para ser outra coisa mas…) às vezes até pensa que sim, que se calhar… mas depois chora que se farta porque isto de ser torradeira não é nada fácil.
Ainda por cima não se trata de uma torradeira qualquer, daquelas pindéricas made in china ou obtidas com os pontos numa qualquer gasolineira. É mesmo uma torradeira do caraças! Daquelas que choram e que riem e que vêem para além do que se pensa que uma torradeira pode ver.
Há dias, ou melhor, sequências de dias, ou melhor ainda, sequências de ditos e não ditos, que potenciam umas porras nos circuitos das torradeiras, como se de umas migalhas, ali deixadas por esquecimento, se tratasse.
Hoje é um desses dias. Um dia em que a torradeira ri porque sim e chora porque sim. Um dia em que a torradeira fica on porque sim e off porque sim. Um dia em que não aquece!
É este sim que gera conflito nos circuitos. Também é ele que facilita o diagnóstico, é verdade. Seja qual for o circuito, a polaridade é sempre sim.
Ainda se… esta torradeira se pudesse tornar corpórea, pegava no sim e deixava-a sair daquele pedaço quadrado onde tem vivido.
Podia então, ser deitada fora ou guardada para sempre! f******