]…disto_pica_mente a pensar na fdp da vida e a comer uma torrada…[
]…a esticar uns refegos, vincados pelo tempo e a beber um café …[
]…a dizer: “fuck you dear life” …[
]…disto_pica_mente a pensar na fdp da vida e a comer uma torrada…[
]…a esticar uns refegos, vincados pelo tempo e a beber um café …[
]…a dizer: “fuck you dear life” …[
Há por aí umas torradeiras que precisavam ser erradicadas da classe dos electrodomésticos de tão humanas que são.
Com a mania de que são valiosas, não conseguem perceber que há coisas que só aos humanos dizem respeito.
Elas, por mais que o sejam, não valem nada.
Há dias atados. Atados com uns bons bocados.
Há bons bocados atados em dias.
Há dias. Há bocados. Atados.
Naquele dia quente, pegou nela.
(…)
Não lhe soube nem a torrada nem a manteiga.
(….)
Deixou-se ficar, com uma coisa em suspenso, dentro de si.
(…)
São coisas de todos os dias, as maçãs.
Gosto delas.
Todas as torradeiras (ou quase todas) tem, de vez em quando, crises. Ou porque aquecem demais, ou porque alguém as deixa atulhadas de migalhas ou simplesmente porque se querem armar em gente. Nesses casos as crises são existenciais.
Acabam todas da mesma maneira:
Isto para não falar dos dias em que o peso bruto ou abrutalhado se indispõe com a largura ou comprimento agigantado, ou qualquer outra irrelevância.
… hoje * debaixo de um dia azulado, há uma torradeira que , tendo andado a incubar desde há uns dias, ejecta a torrada, que por sua vez, se deixa olhar pela kamera.
- Boa parelha, esta!
* pelo respeito que as incubações merecem, o post é publicado com a data da dita.
- Sei que confio tanto em mim que, por contágio, já devias ter umas quantas borbulhas bem nascidas.
- E tenho, ó torradeirazinha!
As torradeiras são uns objectos estranhos. Vivem em cima de bancas perto de frigorificos, que nunca lhes dirigem a palavra. Trabalham pela manhã e as mais das vezes à noite. Falam a um ritmo constante, sem que ninguem as procure entender.
Calam-se, sem que ninguém repare.